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Postado dia 04/01/2019 às 08:20:13

Fim do Ministério do Esporte gera onda de extinção de secretarias estaduais


As eleições de 2018 fizeram com que o esporte perdesse espaço como política pública no Brasil. Seguindo o exemplo do governo federal, que exinguiu o Ministério do Esporte, ao menos cinco governadores, quatro deles alinhados com o discurso do presidente Jair Bolsonaro (PSL), também acabaram com as antigas secretarias de esporte. Das poucas sobreviventes, a maioria foi usada como instrumento de negociação política.


Paraná, Minas Gerais, Santa Catarina, Sergipe e Pernambuco extinguiram suas secretarias. Além deles, Goiás, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Bahia e Acre mantiveram o esporte sem uma secretaria exclusiva. Dos 27 estados, só Rio Grande do Sul e Mato Grosso ampliaram o espaço dado ao esporte – o segundo, de forma modesta. Em um momento em que a "velha política" é atacada, com indicações de "quadros técnicos" para secretarias como de saúde e educação por todo o Brasil, o esporte não foi beneficiado pela onda. São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Amazonas, Pará, Ceará, Maranhão e Alagoas têm secretários de esporte sem qualquer histórico com esporte, escolhidos por indicação partidária.


Os gaúchos são exceção à regra. No Paraná, por exemplo, o governador Ratinho Junior (PSD) assumiu o cargo com discurso de enxugamento da máquina pública. E o esporte foi uma das áreas atingidas pelo corte no segundo estado que mais revela atletas nos Jogos Escolares – só atrás de São Paulo. Criada em 2013, durante a gestão Beto Richa (PSDB), a Secretaria de Esporte e Turismo será extinta e incorporada à pasta de Educação. Desde já o matemático Reato Feder, professor universitário, responde pelo esporte.

Informações Blog Olhar Olímpico - UOL


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