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Coluna KM 125 Falando e debatendo sobre politica

Postado dia 02/10/2015 às 09:55:54

QUANTO VALE O SEU FILHO?

Nossa cidade foi surpreendida com a noticia do fechamento do Colégio Estadual Alberto Carazzai. Escola tradicional em nossa cidade que vem formando cidadãos desde os anos 70. São mais de 40 anos fazendo parte de nossa história.  Muitas das pessoas influentes não só de nosso Município, mas também, de outras cidades, Estado ou por que não dizer de nosso País passaram por suas salas de aula.

Câmara de Vereadores mobilizada, Professores, Deputado presente, Associação Comercial, Lions Clube todos em busca de uma solução. E ela apareceu. Transferir o ensino de jovens e adultos do Colégio Monteiro Lobato para lá evitará o fechamento de nosso tradicional Colégio. Mas, escondido em um pavilhão separado, dentro do Colégio, existe mais uma Escola: A Escola Municipal Yolanda Gonçalves Correa. Aí surge um impasse: O que fazer com aquelas crianças? Já que os mais de 700 alunos que virão do Colégio Monteiro Lobato precisarão de mais salas de aula...

Simples, vamos fechar a Escola Municipal e transferir os alunos para o Colégio Major João Carlos de Faria na Vila Independência. Mas esse Colégio fica a mais de 1.000 metros (1 quilômetro) de distância. Ora isso não tem importância, elas dão um jeito, elas se viram. A Escola Municipal tem uma característica única. Atende uma das populações mais carentes e com maior índice de criminalidade  de nosso Município, os Bairros da Vila Nova e da Vila Mariana.  São crianças da mais alta vulnerabilidade social, muitas delas têm como suas únicas refeições do dia a “merenda escolar”.

Pergunto para você pai e mãe, não só de aluno, mas que um dia tiveram um filho em idade escolar. Quanto vale seu filho. Seu filho é um número ou um ser em formação que precisa de amparo e carinho para que se transforme num adulto com condições plenas de participar da sociedade. Este amparo as crianças encontram na Escola Municipal Yolanda Gonçalves Correia. Lá não existem simples Professores, mas pessoas que adotaram aquelas crianças como suas. Lá elas não são números em uma lista da presença, lá elas têm nome, carinho e respeito.  

Lá as crianças permanecem em tempo integral. Lá alternam seus estudos com brincadeiras, esporte e até, pasmem, aulas de violino. Na Escola Yolanda elas não são ricas ou pobres, são crianças que precisam de amor, atenção e principalmente uma oportunidade de uma vida melhor de um futuro longe do tráfico, da miséria e da morte prematura.

A população precisa despertar. Não podemos ficar inertes perante uma planilha do Núcleo Estadual de Educação que transforma seres humanos em números. Não podemos ficar inertes pelas crianças que não tiveram a sorte de nascer no mesmo berço que nossos filhos nasceram.

 


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